quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O valor da mulher


Dia desses, descrevi no twitter minha indignação a respeito de comentários masculinos do tipo: "as mulheres são todas iguais". Não me indignaria se eles estivessem se referindo aos dias de TPM, aos momentos de fragilidade, à incrível habilidade de fazer dez coisas ao mesmo tempo e à força interna (e por que não externa?!) que toda mulher tem. Esse tipo de comentário geralmente quer colocar todas as mulheres num hall nada belo: o de que todas as mulheres são iguais em seus valores. Nesse hall, eu não aceito estar de jeito nenhum.
Não sei, pode ser que talvez isso só aconteça comigo, mas a cada dia tenho que matar um leão para conservar meus olhos na mulher que Deus quer que eu seja e não a que a sociedade me impõe o tempo todo. Aliás, sociedade confusa a nossa, não?! A cada dia um novo padrão, a cada dia uma nova exigência. O que nos era exigido ontem, já não o é mais hoje e o que foi pedido para sermos, já não tem valor nenhum agora.  Homens e mulheres, inclusive cristãos, reduzem a mulher a um nível degradante e exigem o impossível.
E no meio desse vendaval, mulheres cristãs tornam-se vítimas, tanto de homens quanto de mulheres, que nos obrigam a ser aquilo que não queremos (nem devemos) ser.        A mulher virtuosa que um dia sonhamos ser acaba sendo trancada no porão e tem seu lugar tomado por um ideal de mulher totalmente distorcido, manco, absurdo e inalcançável.

Pensei e refleti muito sobre isso nos últimos dias. Procurei observar muita coisa e muita gente e por fim, acabei decidindo fazer o que deveria ter feito desde o início: olhar para Jesus. Qual a resposta dEle pra tudo isso? Como era o relacionamento dEle com as mulheres? Será que Ele considerava as particularidades do nosso coração? Confesso que em alguns anos de igreja, ouvi falar muito pouco sobre isso. É claro, não estou dizendo que Deus faz distinção entre nós pelo fato de sermos mulheres, pois “para Deus não existe acepção de pessoas” e diante dEle somos todos iguais. O que me instiga é saber como Jesus tratava das particularidades do coração da mulher, como Ele olhava, como Ele se relacionava com elas. Posso dizer que, com muito pouco tempo de pesquisa, meu coração já transborda, ao ver tamanho amor.

Amiga ou irmã, o que tenho para lhe dizer, se resume nas palavras de Elisabeth Elliot: “O fato de ser mulher, não me torna um tipo diferente de cristã, mas o fato de ser cristã, me torna um tipo diferente de mulher”. O que temos que nos perguntar, não é o que a sociedade quer que sejamos, mas sim: “Afinal, que tipo de mulher Deus quer que eu seja?”.  A identidade que Deus nos dá, é a única em que nosso coração terá deleite, não será machucado ou ferido. Suponhamos que todos os homens do mundo realmente não prestem e que não mereçam o seu amor. Existe um, que mesmo você achando não merecer, te ama e te aceita como você é. Pra Ele, não é necessário se maquiar, ir à academia ou estar linda 24 horas. Ele nos ouve, nos entende e sabe o remédio para cada ferida do nosso coração. Ele é um amigo fiel e um Maravilhoso Conselheiro.

Ele nos ama como somos. Não sei se seu coração também sente um alívio e um bem-estar enorme quando escuta isso, mas quando Deus sopra isso aos meus ouvidos parece que estão tirando um elefante das minhas costas.  Ele me aceita, Ele me ama.

Não se amolde ao padrão desse mundo, renove sua mente e seja somente aquilo que Deus quer que você seja.

“Enganosa é a graça e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.”
                           
                                                                                        Provérbios 31:30


Um comentário:

  1. Que Lindo Amandinha!!Belas Palavras!Saudades Roberta

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