sexta-feira, 20 de julho de 2012

Para Londres, com amor


Quando eu era criança tinha uma prima que sempre ia a casa da minha avó. Essa prima já havia morado na Europa e estava planejando voltar pra lá. Eu sabia muito pouco sobre outros países, mas amava brincar com um mapa múndi de uma série do "Onde está Wally?". Apontava um lugar, lia sobre ele e brincava de viajar pra lá. Foi assim que começaram minhas viagens pra São Paulo, Macapá, Londres e outras cidades...
Eu sonhava em um dia ir pra Inglaterra, terra pra onde essa minha prima acabou realmente se mudando com sua família. Eu sonhava, mas era um sonho tão, tão distante que só ficava no sonho mesmo. Imaginava se um dia poderia ir pra lá e se esse dia realmente chegasse, devia estar longe.
Aí veio a vida e as incríveis voltas que ela dá, com os presentes imerecidos que Deus nos concede.
Fui pra Inglaterra, com meus próprios recursos e conheci aos 20 anos, aquilo que era um sonho distante.
Foi uma experiência única! Como na maior parte do tempo, passeei sozinha, muita coisa eu não tive ninguém pra compartilhar.

[Deixo uma observação: viajar sozinha é muito bom. Você vai pra onde quer, faz o que quer, fica horas num museu sem ninguém de cara feia do lado, gasta o quanto quiser. Fora o amadurecimento, as experiências novas, as pessoas que conhece... Mas tem seu lado ruim: você vive coisas engraçadas e não tem ninguém pra dar risada junto, não tem ninguém pra bater foto (acredite: uma das coisas que mais faz falta!), não tem ninguém na hora do aperto, não tem ninguém pra conversar no voo, não tem ninguém pra contar a história junto depois. Valeu a pena e eu não me arrependo, mas não pretendo fazer isso de novo.]

Eu acho que nem em um livro daria pra contar tudo que vi e senti nessa viagem, mas tentarei compartilhar algumas coisas.

Embarquei num lindo Boeing 777 da British Airways, no dia 18 de maio. Desembarquei em Heathrow e tive a oportunidade de conhecer um aeroporto bem estruturado. Me impressionou o fato de os ingleses não acharem o mesmo. Fico pensando quando, depois de participarem das Olimpíadas de Londres, vierem ao Brasil. Acho que vão achar Heathrow o melhor aeroporto do mundo.


Fiquei hospedada a maior parte do tempo na casa de uma prima,  que mora em Swindon, cidade próxima a Londres. Por ser uma cidade afastada do centro de Westminster, eu viajava de trem todos os dias. Mais um ponto chocante pra mim: Os ingleses acham seu transporte ferroviário obsoleto. Eles não estão de todo errados, porque algumas linhas possuem mais de 100 anos, mas achei fantástica a facilidade de locomoção por via terrestre. Um trem rápido, na maior parte das vezes com a famosa pontualidade britânica e com preço acessível.  Fora tudo isso, uma paisagem maravilhosa na janela, que pra mim era o melhor de tudo.








Uma coisa que aprendi nessa viagem é que pra turistar você tem que gostar de uma coisa: caminhar. Andei muuuito. Um certo dia até aluguei uma bicicleta pra andar menos, mas não tenho a mesma desenvoltura e civilidade dos londrinos pra pedalar. Andei por vários lugares, fiquei perdida milhares de vezes e o mais legal disso tudo é que acabei conhecendo muita coisa que não esperava. Coisas que vieram no meu caminho sem querer. Lugares que não tenho muitas fotos, por exemplo, um lugar chamado Notting Hill. É claro que eu não ia deixar de conhecer o cenário de um dos filmes que mais amo. O único problema dessa andança é que nos meus últimos dias na Inglaterra estava exausta. Exausta mesmo, com o corpo fadigado. Não conseguia fazer mais nada. Mas valeu a pena! Muito a pena!

Destacando alguns lugares que visitei:


PADDINGTON STATION - Essa estação fez parte da minha rotina praticamente todos os dias. De lá saem trens pra toda a Inglaterra. É uma estação muito antiga e que possui vários quiosques de cafés, cookies, doces, flores, revistas...
Eu tenho a mania de criar continuações pra cenas que vejo e criar final para elas. Nessa estação vi algumas que poderiam ter saído de um filme, como um homem correndo pra pegar o trem, com flores na mão. Enquanto esperava, ficava inventando histórias pra cada personagem que me chamava atenção, além de me divertir, tentando adivinhar a pronúncia do nome de algumas cidades. Eu lia de um jeito, o locutor da estação chamava de outro. O sotaque britânico é cheio de particularidades. Ali, mistura no meio daquele povo, sem dar pinta de turista, eu tentava entender o modo de viver deles. Viajar sozinha, como falei, tem suas vantagens.



O MADAME TUSSAUDS é um daqueles passeios que eu dispensaria se tivesse pouco tempo em Londres, mas como o city tour que comprei dava direito ao ingresso, acabou sendo um dos meus primeiros passeios. Achei incrível como todo mundo. Algumas réplicas são idênticas, outras nem tanto, mas vale a pena pra sonhar que você tirou uma foto com o Robert Downey Jr. A história da Senhora Tussauds é meio macabra e a forma como ela começou fazendo réplicas também. A parte mais chocante, que nem consegui ficar muito tempo, foi a das réplicas de antigos métodos de tortura. Nessa parte também ficam réplicas dos serial-killers, dos famosos que foram decapitados e outras coisas horrorosas. Existia a possibilidade de ir por um caminho mais assustador, mas eu dispenso esse tipo de emoção.
Mas não foram os famosos, políticos e atletas que mais me encantaram no museu. Existe um passeio num carrinho estilo trem fantasma, que vai passando por vários cenários com réplicas em movimento. As cenas remontam a história da Inglaterra e personalidades do país. É sensacional!

Algo que presenciei no Madame Tussauds e depois vi que é uma realidade na Inglaterra, é a quantidade de indianos e árabes no país. Quem já foi, sabe a proporção do que estou falando. É assustador! Cinco em cada dez mulheres na rua, usam lenço ou burca. É claro que não tenho qualquer intenção de julgar os imigrantes, mas confesso que pela primeira vez me coloquei no lugar dos nativos que as vezes reclamam dessa "invasão". Essa questão renderia muito tempo, então deixo pra discuti-la posteriormente.


 A NATIONAL GALLERY é um daqueles lugares que a gente sempre lê nos livros de História. Isso porque eles têm um dos acervos mais ricos do mundo. Eu fiquei extasiada por algumas obras, pela perfeição das pinturas, pela forma como retratavam as luzes... Sou leiga em artes plásticas, mas não pude deixar de reverenciar algumas telas.
Essa galeria fica em um ponto interessante de Londres: a Trafalgar Square -que não vou postar foto porque se não isso vai virar Facebook. É lá que acontece vários eventos que a gente vê na TV.
Fica perto da Picadilly Circus, que é outro ponto turístico de Londres. Eu confesso que não fiquei muito tempo nesses lugares, porque estava ansiosa por outras coisas, mas numa próxima vez, pretendo ir aos teatros e lojas de lá.



 Um dos momentos mais emocionantes da minha viagem foi assistir o Grupo Galpão no Shakespeare Globe Theatre. Não vou contar a aventura que foi chegar ao teatro, mas posso dizer que foi das grandes. Valeu a pena! Foi lindo de morrer, ver um grupo mineiro apresentando "Romeu e Julieta" pela segunda vez nesse seleto teatro. Pra que vocês entendam a dimensão disso, nunca um grupo se apresenta duas vezes ali. Este ano, por causa das Olimpíadas, foi montado uma programação especial com a montagem de todas as peças de Shakespeare , com um grupo de cada país. De todo o mundo, o Galpão foi escolhido para apresentar Romeu e Julieta. Foi a nossa música, o nosso jeito de fazer teatro que estava ali. Por isso é que sempre digo que o Galpão já é um patrimônio cultural. Até hoje não acredito que fui uma das privilegiadas que estava nesta plateia.

Ainda tenho muita coisa pra falar sobre Londres, Bath e outros passeios que fiz pelo interior da Inglaterra,como o incrível Stonehenge, mas decidi dividir os textos porque já tentei terminar este umas 500 vezes. Contarei mais algumas coisas depois.

Enfim, publico algumas impressões sobre Londres.





3 comentários:

  1. Amandinha do meu coracao...me perdoe por ter sido tao ausento na sua vinda,queria ter feito muito por vc.Queria ter ido ao teatro com vc,no museu ect...me arrependo amargamente,fiquei tecendo meus pensamentos em bobeiras e deixei o melhor passar por mim..ate mesmo o Allan disse porque vc nao foi ..aff tarde demais .Mas quero te dizer que assim como Deus a trouxe ,ele a trara novamente eu serei diferente te prometo deixei de ser tatu que gosta so de ficar no buraco ..sai da toca eu era assim mesmo boba demais ..te amo muito vc e muito especial ..love u kelly

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  2. Kellyyyyyy, imagiiinaaaaaa se você se ausentou!!! Não viu quantas vezes falei de você?! rsrsrs. Você me recebeu de braços abertos! Imagina se não fosse você! Foi ótimo ter passeado sozinha, não que sua companhia seria ruim, mas fiz tudo que queria! No outro texto que escrevi, falei dos nossos chás, das nossas conversas, da Poochie...hehehe. Eu quero que você saia da toca sim, mas não por mim! Da próxima vez vamos passear muito! Beijos!

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