quinta-feira, 5 de julho de 2012

Para essa vida efêmera.

Passando por um momento em que o coração está pequeno, porque a morte vai chegando perto de quem amo.
Só pude escrever.


"Ah, vida efêmera
As vezes gostaria que você parasse de me iludir um pouco
Que por um momento não me chateasse dessa forma
Levando tudo aquilo que eu penso ser pra sempre
E esfregando na minha cara minha fragilidade
Covardia
Desonra
E impotência diante da passagem do tempo
Queria que por um momento, pudesse pensar
Que o aqui é pra sempre
E que quem vive "aqui" também vai durar pra sempre
Mas não, sua vida ligeira
Você prefere me lembrar de vez em quando
Que o que vivo hoje, pode não ser o que vou viver depois
Que o que sinto hoje, já não fará sentido amanhã
E o mais doloroso de tudo, vida passageira
Você me tira as pessoas que já acostumei-me a ter
Dessa forma, você me lembra que eu não tenho nada
Nada que no amanhã não possa morrer
Ah, vida efêmera
Não podia deixar-nos só mais um pouquinho?
Seria pedir demais
Ouvir aquela risada de novo, ter aquele sorriso de novo?
Mas você tem pressa
Pra nós, você sempre tem pressa
Pois se é assim que Deus te ordena,
Passe sim, vida ligeira
Só ajuda a tirar do peito
Essa dor  de saudade
Daqueles que já não lhe têm mais
Só ajuda esses corações carnais
A entender as coisas transcendentais
Leva sim, vida ligeira
Pode levá-los que a gente entende
Mas deixa a gente ficar com um pedacinho deles
Pra esse pedacinho ficar no espaço vazio que restou
Leva-os pra perto do Pai
Pra que um dia a gente dê risada juntos de novo
E pra que no dia em que você for eterna
A gente não tenha mais medo da dor,
Do vazio,
Da tristeza,
Da saudade."



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