terça-feira, 10 de julho de 2012

Pode haver beleza na morte?

O nome deste blog sugere que escreverei sobre aquilo que pode ser belo.
E hoje minha Bá se foi. Será que pode haver alguma beleza nisso?
A saudade, a dor da ausência, o lugar que ninguém pode ocupar...Tudo isso é assombrosamente feio.
Mas se é pra falar daquilo que é belo, então vou falar de outras coisas.
Quero falar da divertida Bá, Maizé, ou Maria José, que Deus nos permitiu conviver.
Da Bá que me fazia rir todas as vezes que eu a via, que falava bobagem e fazia gracinha no telefone...
Da Bá que amava o Roberto Carlos, que não gostava de tirar foto,que brincava com meu trabalho, que me fazia sentir a menina mais linda do mundo...
Ah, Bá... Você vai fazer falta demais! Como comer bolinho de chuva, ver revista de venda, ouvir Roberto Carlos e não lembrar de você... Isso tudo era muito belo.
Mas você já não pode me ouvir mais.

Quero aproveitar este espaço para tornar pública não só a minha dor, mas a minha alegria em poder ter convivido com um ser tão especial e por Deus ter me dado a doce chance de me despedir dela hoje.

Respondendo a pergunta que dá título a este post: sim, pode haver beleza na morte, porque é através dela que a gente mais reflete sobre a beleza da vida.

"Melhor é a boa fama do que o melhor ungüento, e o dia da morte do que o dia do nascimento de alguém.
Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração. 
Eclesiastes 7:1-2"

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