sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre as eleições

Eu tinha decido não publicar opiniões pessoais, mas tendo em vista a gravidade da situação, decidi me manifestar. 
Alguém já disse que a política contemporânea parece um filme pornô e devo dizer que em relação a torpeza, sujeira e safadeza, ela está competindo de igual pra igual. 
Alguns exemplos:
Já virou motivo de piada o recapeamento de vias em ano de eleição. Obras por toda parte da cidade atr
apalham o trânsito e revitalizam ruas que nem de longe precisavam ser revitalizadas.
No horário político, um cardápio variado de aberrações solicitam que o eleitor entregue em suas mãos o Poder Legislativo da cidade. Pior: nomes como "Léo Burguês" (o que gastou R$2.500,00 em coxinhas e que só pelo apelido já não deveria ser votado), ressurgem confiantes na curta memória do brasileiro em relação aos seus disparates. E podem ter certeza: serão reeleitos.
Não vou nem comentar sobre a quantidade de gentilezas que ocorrem nessa época, sobre as propostas de alguns candidatos de melhorar a segurança (que é responsabilidade do estado) e sobre as pessoas que estão agitando bandeiras sem saber nem pra quem.

A verdade é que não importa o quanto se diga sobre corrupção: se fosse possível, todo mundo iria querer fazer parte dela. Inclusive o João da Padaria, o José da Locadora, a Maria do Sacolão.
Eu desisti da política desse país. Aguardo ansiosamente o dia em que a situação ficará tão caótica, que as pessoas serão obrigadas a se posicionar. Nesse dia, quero ver alguém resgatar o sentido tão bonito dessa palavra.
Parafraseando Rousseau: "Toda política nasce boa, a sociedade é quem a corrompe".

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