terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paquita e eu

Nunca chorei tanto num filme como em "Marley e eu". Nem os melhores romances tocaram tanto meu coração. Acho que porque fala de um amor tão puro, tão sincero, que chega até a doer.

A Paquita chegou na casa da minha avó quando eu tinha uns 5 ou 6 anos. Lembro exatamente do dia que a vi pela primeira vez.  Minha tia disse: "Tem uma coisa lá no salão que você precisa ver...". Entrei e vi uma filhotinha de vira-lata brava, deitada dentro de uma caixa. Ela era linda, mas não muito sociável. Rosnava pra mim o tempo todo e eu achava que nunca íamos nos dar bem. A filhotinha foi crescendo e foi se tornando minha amiga, deixando até eu ensiná-la a deitar de patas cruzadas, hábito que levou por toda a vida.

Você conhece algum cachorro que sorri? Pois ao menor sinal de contato, a minha Paquita sorria, mostrando os dentes e sacudindo todo o corpo numa alegria frenética. De vez em quando dançava mesmo, ao som de uma música que minha tia inventou.

Ela era uma escudeira fiel e à menor distração da minha avó, entrava dentro de casa e deitava-se ao lado da minha cama enquanto eu dormia.

Foi assim durante 15 anos.

Cachorros se vão rápido demais, mas a sensação que tenho é que eles sempre vão com missão cumprida.

Eu queria escrever muitas coisas, mas o autor de "Marley e Eu" o fez por mim.
Até breve, Quitita!

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