sábado, 12 de janeiro de 2013

Les Miserables

Quando o filme começou, eu já sabia que ia ter que escrever alguma coisa sobre ele, pois fui arrebatada logo na primeira cena.

Eu amo vários filmes e, como cinéfila que sou, nunca consegui escolher um filme favorito. Vários me cativaram de alguma forma e eu nunca consegui dar uma única resposta pra esses joguinhos de perguntas diretas.


Pois bem, senhoras e senhores, temos finalmente um filme favorito.

Que Woddy Allen e Almodóvar me perdoem, mas Tom Hooper me arrebatou da primeira à última cena - e olha que são quase 3 horas de filme. Quando o filme acabou, eu tive que parar durante alguns instantes pra voltar à realidade. Como disse para as pessoas que estavam comigo, não foi um filme, mas sim uma experiência. Eu geralmente choro em filmes, mas dessa vez queria chorar inclusive quando o filme acabou. (Ok, já deu pra perceber que eu fui realmente arrebatada.)

Pelo fato de estar na Eslováquia, assisti ao filme sem legendas, aliás, com legendas em tcheco, o que dá na mesma e pela segunda vez (a primeira foi há uma semana na Holanda, com "Life of Pi") reconheci que tinha o tal do "vício de legenda" no Brasil. Apesar de querer assistir ao filme novamente pra conseguir entender completamente as canções e de ter "perdido" algumas palavras, pude prestar atenção em cada movimento dos atores, o que tornou a experiência ainda mais interessante.

Isso não é uma resenha, portanto posso expressar minhas predileções e emoções.
Eu sou apaixonada pela Anne Hathaway! Me apaixonei por ela em "O Diário da Princesa" e desde então acompanho o trabalho dela. Sempre soube que ela era uma atriz profissional e não mais uma celebridade afetada. Sabia também que tinha sido uma das pessoas mais jovens a ingressar numa importante escola de teatro e música americanas e que tinha uma voz maravilhosa. Isso tudo eu sabia. Só não sabia que ela ia entrar pra minha história do cinema. A cena de "I dreamed a dream" se tornou a cena mais emocionante que eu já vi ( tentem imaginar a minha cara depois dessa cena. Ainda bem que o cinema é escuro, porque devo ter ficado linda depois de chorar o rio Amazonas inteiro ). Pra mim, ela merece todos os prêmios e reconhecimento possíveis pela entrega nesse papel.

Falando ainda dos atores, quando o filme começou, pensei: "Vou ter que me redimir com o Hugh Jackman". Eu não o via como um ótimo ator, mas assistindo a primeira cena de "Les Miz" já mudei de opinião. Eu pensava que ele e a Anne iriam roubar a cena, porque geralmente nesses filmes alguém sempre o faz. Delicioso engano. Todos os atores, sem exceção, simplesmente arrasaram. Amanda Seyfred e o outro ator jovem que eu não sei o nome, mas que me surpreendeu, Russel Crowe, o elenco da "Revolução", as crianças,  Sacha Baron Cohen e Helena Bonhan Carter (outros dois que tenho que me redimir)... todos simplesmente perfeitos.
Dei uma pesquisada (aquela pesquisada básica de cinéfilo...) e descobri que os atores participaram de audições para o filme. Dá pra imaginar?
"Oi, meu nome é Russel Crowe... Tô aqui pro teste pro papel do..."
Se é verdade que todos participaram ou não, eu não sei, mas vi o ator-jovem-que-eu-não-lembro-o-nome (preguiça de procurar no Google agora) falando que parecia o "X-Factor".
Isso deve ter causado o efeito arrebatador da entrega deles para o papel.

Outro fato que precisa de um parágrafo separado pra ser contado: as canções foram gravadas ao vivo! É óbvio que vocês já devem saber disso, porque qualquer pesquisada no Google fala, mas depois que vocês assistirem vão sair do cinema querendo contar isso pra todo mundo. (Um minuto de silêncio, porque eu lembrei do Russel Crowe cantando...).

Enfim, deixei pra contar isso no final, porque me ensinaram que a gente deve escrever por último aquilo que quer que o leitor considere menos relevante. Quando saí do cinema, extasiada, tive a maior decepção da minha vida. Ninguém estava igual a mim! Minha "roomie" que leu o livro teve a crueldade de falar que não gostou. Fiquei parecendo criança quando ganha roupa de presente de aniversário.

Fica aqui a dica que pode ser relevante: É um musical, ok?! (Dãaaaa) É óbvio que o filme é todo cantado e é mais óbvio ainda que é um filme longo. Portanto, se não gosta de cinema como arte, mas sim como pura distração, passe correndo da sala em que "Les Miserables" estiver em cartaz.
Se, por outro lado, assim como eu, você se emociona com arte e gosta de lembrar que o ser humano ainda sabe criar coisas boas, vá ao cinema, compre seu ingresso, se aprume na cadeira quando Anne Hathaway começar a cantar, chore litros e fique parecendo mineiro quando o vê o mar pela primeira vez quando o filme acabar.

Na última cena, eu parecia criança na Disney, vendo os fogos no castelo.

Queria bater palma e cumprimentar todo mundo que participou disso.

Já que não posso, escrevo no blog e espero fazer vocês terem vontade de assistir e sentir as mesmas emoções que eu.

Aguardo vocês assistirem pra gente comentar e eu dar meus gritos efusivos quando lembrar de alguma cena e pra gente falar da parte histórica e o que Vitor Hugo pretendia com essa obra,.

Hoje, dormirei cantando "I dreamed a dream".








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