quarta-feira, 21 de maio de 2014

Por que eu não me mato?


Antes que tentem me oferecer apoio psicológico e orações, gostaria de deixar claro que essa indagação não é minha.
Emil Cioran, filósofo romeno, disse o seguinte: "Por que eu não me mato? — Se eu soubesse exatamente o que me impede de fazê-lo, eu não teria mais questões para me colocar , porque eu teria respondido a todas elas".
Longe de mim tentar buscar no suicídio as explicações para a vida. Longe de mim também tentar esmiuçar em um simples texto todas as reflexões que esta frase pode trazer. Não aprecio Nietzsche, nem aprovo suas afirmações finalísticas para elaborar um estudo detalhado sobre a finalidade da morte.
Entretanto, há que se afirmar: faz parte da existência humana a indagação sobre o sentido da vida.
"Para quê eu vivo? Por que eu vivo? Qual o sentido da minha existência?".
Sartre diria que a existência precede a essência. Será mesmo?
Será que é possível existir se não houver antes uma essência que nos permita fazê-lo? Existe realmente uma relação de hierarquia entre existência e essência?
Não pretendo criar uma nova corrente na Filosofia ou na Psicologia, mesmo porque, alguém já deve ter dito e patenteado isso, mas para mim existência e essência se confundem. Existo porque sou, sou porque existo.
Tal conclusão é demasiado simples, perto da questão inicial de Cioran. Por que então eu não me mato? Por que escolho existir a cada dia?
Cioran talvez não tenha encontrado a resposta em sua longa existência, mas deixou uma conclusão fascinante: Se soubéssemos exatamente qual o sentido de nossa existência não nos preocuparíamos mais com qualquer outra questão, pois todas as outras questões acabam convergindo para a nossa razão de ser.

Tentei, em vão, de várias maneiras, escrever o que acredito ser uma vida com sentido.
Acabei encontrando respostas que trouxeram enorme edificação para mim, mas decidi finalizar este texto com as palavras de alguém muito mais sábio e muito mais objetivo do que eu.

Não sei o que tem movido sua existência, não sei o quanto você se preocupa com isso, mas uma coisa deixo de alerta, a começar para mim mesma: NÃO DESPERDICE SUA VIDA!




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