sexta-feira, 10 de abril de 2015

Escolha o caminho mais difícil

"A  vida é muito mais divertida e interessante quando você escolhe o caminho mais difícil ". Nathalie Trutmann.

Parece que Deus tirou a semana pra falar isso comigo, de várias formas, em várias situações e através de várias pessoas. Nem sempre os desafios do caminho mais difícil virão acompanhados de muito dinheiro e reconhecimento, mas com certeza trarão experiências e mudanças que se sobressaem a qualquer troféu.

Hoje, uma amiga querida, Franciane Monique​, que também foi comissária, compartilhou um post que me fez pensar nas voltas que a vida dá e a quantidade de coisas incríveis que podem acontecer quando a gente se arrisca. A Franciane trabalhou na mesma empresa que eu, viveu a mesma profissão, com a mesma entrega e paixão e também optou por sair e se arriscar em outros voos.
Ser comissária envolve mais desafios e dificuldades do que qualquer um que está fora pode imaginar.

E hoje, pelas milhares de voltas que a vida dá, por um talento inquestionável e por ser corajosa e ousada ( ;) ), ela veio a conhecer o pai do dono de uma das maiores empresas aéreas do Brasil, lá nos Estados Unidos. Ela teve um bate-papo informal e divertido com o homem que está simplesmente no top dos tops dos contatos que ela poderia ter numa empresa aérea. Agora ela está em outro contexto, mas já pare e pense como seria se ela encontrasse esse senhor logo quando começou a carreira de comissária? Será que se Deus contasse pra ela que um dia ela o conheceria, ela acreditaria?

Deus faz assim.

Por extrema coincidência, ao começar a escrever esse texto, me dei conta de que hoje faz exatamente um ano que eu tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida. Talvez por isso eu hoje tenha sonhado que estava tripulando e por isso Deus tenha escolhido essa semana pra falar tanta coisa. 
(Pra quem não conhece minha história, vou resumir: fui comissária de voo por um ano e, em 2012, fui desligada devido a uma redução de força de trabalho. Em Janeiro de 2014, fui convidada a retornar, mas em abril do mesmo ano, tomei a decisão de sair).

Todo mundo achou que eu tinha enlouquecido. Até hoje alguns acham. Eu mesma acho.
Vários fatores contribuíram pra essa decisão e eu não me arrependo de jeito nenhum de tê-la tomado. Mas às vezes sinto falta. Falta dos lugares, falta da liberdade de ir e vir pra qualquer lugar , falta dos voos, das pessoas diferentes todos os dias, do olhar encantado das crianças pra mim, da potência dos motores na hora de decolar, do salário (desse em especial), de São Paulo e BH serem praticamente um bairro do lado do outro e principalmente, sinto MUITA falta das pessoas que conheci. Mas calma, sem nostalgia (mentira, muita nostalgia. #medeixa), porque apesar de toda essa saudade acumulada, não tenho vontade de voltar.

Por que raios eu estou falando de tudo isso então?

Porque de vez em quando, quando a coisa aperta, eu tenho a tendência de olhar pra trás  e sentir medo do futuro. Medo de ter feito escolhas erradas, medo de estar no curso errado, medo de não ter dinheiro pra realizar meus sonhos, medo de viver uma vida sem propósito, medo das incertezas... Medos, medos, medos...

Às vezes (só às vezes), me bate também uma preguiça de ter que trabalhar o dobro do que os mais endinheirados ou bem relacionados têm que trabalhar.  Eu nunca fui de coitadismo e de me vitimizar (obrigada, mãe!)  e quando a vida não me deu o que eu queria, peguei ela pelo chifre e dei um jeito, mas de vez em quando escuto:
"Poxa, por que eu não tenho dinheiro pra fazer isso?.. e aquilo?... e aquilo outro?...".
"Ah... Se eu tivesse dinheiro, faria tanta coisa"..

Assim, vamos baseando nossas possibilidades naquilo que temos em nossa conta bancária e condicionamos nossos sonhos ao dinheiro.
Isso gera também um dos sentimentos mais perversos que existem, que é a inveja: "Pra fulano(a) é fácil. Ele teve isso, isso e isso, e eu não". 

Eu mesma já ouvi várias vezes que pra mim foi fácil conquistar alguns objetivos (leve vontade de estapear a cara de quem fala isso. Me ajuda, Deus). Trabalhei de madrugada, ano novo, aniversários, casamentos, festas, domingos, fiquei longe em momentos difíceis e felizes, passei aperto sozinha e por aí vai, mas quando conquistei, ah, "foi fácil"

A vida é assim , gente. O nosso suor sempre vale menos para os outros.


Mas por que estou contando esse "blá, blá, blá" todo de novo?

Porque tenho descoberto que "a  vida é muito mais divertida e interessante quando você escolhe o caminho mais difícil" .


Algo que eu não sei se já contei aqui:
No dia em que fui pedir demissão, encontrei um casal de amigos missionários no aeroporto. Depois que eu chorei e contei o que estava indo fazer, a Tia Rê (Regiane, da base Jocum- Contagem), me disse algo que nunca mais eu vou esquecer. Ela pegou minha mão, me olhou com a doçura natural dela e me disse assim: "Minha filha, se você escolher ficar, Deus vai te abençoar. Jesus te ama e vai estar com você, qualquer que seja sua decisão. Mas pra que a gente veja milagres acontecendo, precisamos dar passos de fé".


É ÓBVIO que não estou dizendo que todo mundo deveria abandonar sua carreira e seguir outra coisa. É igualmente óbvio que não estou dizendo que todo mundo é acomodado.
O que quero dizer é que o medo do desconhecido nos impede de viver coisas novas e lindas, que só acontecem fora da zona de conforto. Estou dizendo, que temos um  Deus grande, que tem PROPÓSITOS únicos pra cada um e que realiza tudo conforme a Sua vontade, mas que gosta de ver seus filhos depositando toda sua esperança e confiança Nele.

Olhando pra trás agora, não vejo um ano só com acontecimentos maravilhosos, mas posso contar tanta coisa linda que só aconteceu por eu tomar esse passo de fé!


É duro vir pra faculdade todo dia. Se antes eu admirava quem formava na faculdade, hoje, muito mais. Só quem faz faculdade sabe a dureza que é, todo dia, toda noite, "semana de prova", "lei disso", "lei  daquilo", "não é bem assim", "é assim", "princípio esse", "princípio aquele"... E lá se vão noites em que poderia estar em casa, engordando  comendo e assistindo Netflix.
Ao mesmo tempo, reconheço o quanto sou privilegiada por estar aprendendo tanta coisa e por poder usar isso pra ajudar outras pessoas no futuro e até já no presente.


Sonhar grande é dureza, mas como diria um dos caras mais ricos do Brasil: "Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno", então bora parar de "mimimi" e começar a correr atrás. E por "sonhar grande", não falo só em ganhar dinheiro. Falo de fazer algo significativo para o mundo e deixar um legado, que vá além da sua própria existência.

Gente, esse mundo dá muitas voltas. A Franciane conheceu  alguém que seria "o" cara para algumas pessoas e o descreveu como alguém simples, temente a Deus e com o coração devotado ao próximo.
No fundo, não temos grandes impedimentos entre aquilo que somos e aqueles que temos como exemplo. Somos feitos da mesma matéria e voltaremos ao mesmo pó. O que nos difere, é a missão que estamos cumprindo todos os dias e essa missão só passa a ter sentido nas mãos desse Deus grande, que vai juntando cada pecinha desse grande quebra-cabeça que é a vida.

Como disse hoje o grande poeta, Senhor Dr. Meu Namorado, enquanto subíamos a pé um morro parecendo o Everest: "Sucesso está mais ligado a suor do que a conhecimento".

Caso ainda não tenha entendido, tá aí essa fotinho pra ilustrar (eita, geração Y!).


"A vida começa no final da sua zona de conforto", então pare de perder tempo e saia dela.

Pode ser que você não chegue ao topo, mas pelo menos onde está não vai permanecer.

Beijos,

Amanda Alves - se sentindo... "escritora de autoajuda".








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